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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Windows XP
O Windows XP é uma família de sistemas operacionais de 32-bits e 64-bits produzido pela Microsoft, para uso em computadores pessoais, incluindo computadores residenciais e de escritórios, notebooks, e media centers. O nome "XP" vem de eXPerience,[2] experiência em inglês. O Windows XP é o sucessor de ambos os Windows 2000 e Windows Me, e é o primeiro sistema operacional para consumidores produzido pela Microsoft construído em novos kernel Windows NT (5.1) e arquitetura. O Windows XP foi lançado no dia 25 de Outubro de 2001, e mais de 400 milhões de cópias estavam em uso em Janeiro de 2006, de acordo com estimativas feitas naquele mês pela empresa de estatísticas IDC.[3] Foi sucedido pelo Windows Vista lançado para pré-fabricantes no dia 8 de Novembro de 2007 e para o público em geral em 30 de Janeiro de 2008. As vendas do Windows XP cessaram no dia 30 de Junho de 2008, porém ainda é possível adquirir novas licensas com os desenvolvedores do sistema até 31 de Janeiro de 2009 ou comprando e instalando as edições Ultimate ou Business do Windows Vista e então realizando o downgrade para o Windows XP.[4][5]
As mais comuns edições do sistema operacional são o Windows XP Home Edition, que é destinada a usuários domésticos, e o Windows XP Professional Edition, que oferece recursos adicionais, tais como o Domínio de Servidor do Windows, dois processadores físicos, e é direcionada a usuários avançados e a empresas. O Windows XP Media Center Edition tem mais recursos de multimídia possuíndo a capacidade de gravar e assistir programas de TV, ver filmes de DVD, e ouvir música. O Windows XP Tablet PC Edition é designado a rodar aplicações com o toque de uma caneta usando a plataforma Tablet PC. Duas versões separadas de 64-bit do Windows XP foram lançadas, Windows XP 64-bit Edition para processadores IA-64 (Itanium) e Windows XP Professional x64 Edition para x86-64. Existe também o Windows XP Embedded uma versão mais leve do Windows XP Professional, e edições para mercados específicos, tais como o Windows XP Starter Edition.
O Windows XP é conhecido pela sua estabilidade e eficiência que melhoraram ao longo das versões 9x do Microsoft Windows. Ele apresenta uma interface gráfica redesenhada significativamente, uma mudança para que o tornou mais amigável do que versões anteriores do Windows. É também a primeira versão do Windows a usar um programa de ativação na luta contra a pirataria de software, uma restrição que não foi muito bem aceita por muitos usuários que defendiam a privacidade. O Windows XP também foi criticado por alguns usuários devido suas vulnerabilidades de segurança, sua pouca integração entre aplicativos, como o Internet Explorer 6 e Windows Media Player, e para aspectos de seu padrão de interface do usuário. A última versão do Service Pack 2, e o Internet Explorer 7 resolveram alguns desses problemas.
Durante o seu desenvolvimento, o projeto tinha o nome de código "Whistler", em Whistler, Columbia Britânica, uma vez que muitos trabalhadores da Microsoft esquiaram no resort Whistler Blackcomb.[

Windows Vista X Windows XP

WINDOWS VISTA
Quando lançado, o Windows Vista apresentava diversos problemas, mas as novas versões lançadas trouxeram melhorias significativas ao sistema. Veja alguns motivos que para você usar o Windows Vista.
Questões de segurança
Segurança é, com certeza, um fator determinante na escolha de um Sistema Operacional e o Windows Vista trouxe melhorias significativas nesse quesito. A principal delas diz respeito ao firewall padrão do sistema, aquele que quase todos os usuários desativam. Ele agora está mais eficaz e confiável.
Além do firewall, a criptografia do sistema também melhorou muito se compara à do Windows XP, isso sem mencionar o controle de contas de usuário, que, como o próprio nome sugere, permite maior controle sobre permissões e regalias concedidas aos usuários do computador.
Aparência
É praticamente impossível falar sobre o Windows Vista sem comentar alguma coisa sobre o seu visual inovador. Mesmo que isso pareça irrelevante para alguns, se você passa horas em frente a um computador, o visual faz toda a diferença.
Os efeitos 3D criados somaram pontos positivos ao Sistema Operacional, principalmente o Flip, aquele efeito de transição entre as janelas abertas. Há ainda os ícones mais modernos e simpáticos, não se esquecendo do menu um pouco diferente dos padrões Windows.

Gerenciando memória
Umas das características que fazem a diferença no Vista é o melhor gerenciamento de memória. O Sistema Operacional distribui a memória conforme a real necessidade do aplicativo que está sendo executado, aumento o desempenho da máquina e também dos programas.
DirectX 10
Enquanto o Windows XP possui suporte apenas até o DirectX 9.0c, o seu sucessor suporta o DirectX 10, um dos pré-requisitos para os jogos mais atuais.

WINDOWS XP
ssim como o Vista, o Windows XP também teve seus problemas quando lançado, mas já está no mercado há muito tempo, e as melhorias realizadas foram mais do que suficientes para torná-lo seguro e compatível com a maioria dos programas. Veja algumas razões para você não abandonar o XP.
Mais leve e rápido
Em um computador com as mesmas configurações de hardware, o Windows XP roda melhor e é mais rápido. Por quê? Simples, sua interface gráfica mais simples possibilita que os arquivos sejam carregados mais rapidamente. Há também a questão das bibliotecas: como o XP possui um número muito menor de biblioteca para serem carregadas, isso agiliza a execução do sistema.
Problema dos Hardwares
Com todo este tempo no mercado, o Windows XP permitiu aos fabricantes o desenvolvimento de drivers seguros e confiáveis para o sistema, enquanto que o Vista, com pouco mais de um ano, ainda possui vários hardwares com problemas de compatibilidade, mesmo os mais recentes.
Compatibilidade de Softwares
Nem todos os programas lançados antes do Windows Vista tiveram atualizações para atender ao novo sistema. No entanto, a maioria dos programas lançados atualmente possui sua versão também para o Windows XP.

Estabilidade
O Windows XP é mais estável que seu sucessor, por isso ainda é, dentre os sistemas Microsoft, o mais usado por desenvolvedores e programadores. Grandes empresas brasileiras ainda utilizam o XP em suas máquinas, por não apresentar tantos problemas quanto o Vista.
FINALIZANDO
Agora você deve estar se perguntando: afinal, qual eu uso? A escolha do Sistema Operacional, como dito anteriormente, é uma escolha pessoal. Quando lançado, o Windows Vista era, realmente, um problema. Mas atualmente, com todas as melhorias feitas, ele tornou-se um ótimo Sistema Operacional, principalmente para usuários comuns, que utilizam o computador para tarefas simples como ler e responder emails, redigir textos, criar planilhas, etc.
É claro que o sistema, assim como outros, ainda possui alguns inconvenientes. O principal deles é a necessidade de um computador um pouco mais potente e com bastante memória RAM para rodá-lo sem problemas.
O Windows XP ainda é o preferido, e o mais indicado, para usuários com computadores mais modestos e também é o “queridinho” dos desenvolvedores e técnicos da área de informática, mas seu sucessor vem fazendo um bom trabalho.
O Windows Vista tem um longo percurso a percorrer para atingir o público e ter o prestígio do XP, mas está indo pelo caminho certo.

WINDOWS VISTA
Quando lançado, o Windows Vista apresentava diversos problemas, mas as novas versões lançadas trouxeram melhorias significativas ao sistema. Veja alguns motivos que para você usar o Windows Vista.
Questões de segurança
Segurança é, com certeza, um fator determinante na escolha de um Sistema Operacional e o Windows Vista trouxe melhorias significativas nesse quesito. A principal delas diz respeito ao firewall padrão do sistema, aquele que quase todos os usuários desativam. Ele agora está mais eficaz e confiável.
Além do firewall, a criptografia do sistema também melhorou muito se compara à do Windows XP, isso sem mencionar o controle de contas de usuário, que, como o próprio nome sugere, permite maior controle sobre permissões e regalias concedidas aos usuários do computador.
Aparência
É praticamente impossível falar sobre o Windows Vista sem comentar alguma coisa sobre o seu visual iinovador. Mesmo que isso pareça irrelevante para alguns, se você passa horas em frente a um computador, o visual faz toda a diferença.
Os efeitos 3D criados somaram pontos positivos ao Sistema Operacional, principalmente o Flip, aquele efeito de transição entre as janelas abertas. Há ainda os ícones mais modernos e simpáticos, não se esquecendo do menu um pouco diferente dos padrões Windows.

Gerenciando memória
Umas das características que fazem a diferença no Vista é o melhor gerenciamento de memória. O Sistema Operacional distribui a memória conforme a real necessidade do aplicativo que está sendo executado, aumento o desempenho da máquina e também dos programas.
DirectX 10
Enquanto o Windows XP possui suporte apenas até o DirectX 9.0c, o seu sucessor suporta o DirectX 10, um dos pré-requisitos para os jogos mais atuais.

WINDOWS XP
ssim como o Vista, o Windows XP também teve seus problemas quando lançado, mas já está no mercado há muito tempo, e as melhorias realizadas foram mais do que suficientes para torná-lo seguro e compatível com a maioria dos programas. Veja algumas razões para você não abandonar o XP.
Mais leve e rápido
Em um computador com as mesmas configurações de hardware, o Windows XP roda melhor e é mais rápido. Por quê? Simples, sua interface gráfica mais simples possibilita que os arquivos sejam carregados mais rapidamente. Há também a questão das bibliotecas: como o XP possui um número muito menor de biblioteca para serem carregadas, isso agiliza a execução do sistema.
Problema dos Hardwares
Com todo este tempo no mercado, o Windows XP permitiu aos fabricantes o desenvolvimento de drivers seguros e confiáveis para o sistema, enquanto que o Vista, com pouco mais de um ano, ainda possui vários hardwares com problemas de compatibilidade, mesmo os mais recentes.
Compatibilidade de Softwares
Nem todos os programas lançados antes do Windows Vista tiveram atualizações para atender ao novo sistema. No entanto, a maioria dos programas lançados atualmente possui sua versão também para o Windows XP.

Estabilidade
O Windows XP é mais estável que seu sucessor, por isso ainda é, dentre os sistemas Microsoft, o mais usado por desenvolvedores e programadores. Grandes empresas brasileiras ainda utilizam o XP em suas máquinas, por não apresentar tantos problemas quanto o Vista.
FINALIZANDO
Agora você deve estar se perguntando: afinal, qual eu uso? A escolha do Sistema Operacional, como dito anteriormente, é uma escolha pessoal. Quando lançado, o Windows Vista era, realmente, um problema. Mas atualmente, com todas as melhorias feitas, ele tornou-se um ótimo Sistema Operacional, principalmente para usuários comuns, que utilizam o computador para tarefas simples como ler e responder emails, redigir textos, criar planilhas, etc.
É claro que o sistema, assim como outros, ainda possui alguns inconvenientes. O principal deles é a necessidade de um computador um pouco mais potente e com bastante memória RAM para rodá-lo sem problemas.
O Windows XP ainda é o preferido, e o mais indicado, para usuários com computadores mais modestos e também é o “queridinho” dos desenvolvedores e técnicos da área de informática, mas seu sucessor vem fazendo um bom trabalho.
O Windows Vista tem um longo percurso a percorrer para atingir o público e ter o prestígio do XP, mas está indo pelo caminho certo.
Antes de comprar um notebook

Meu primeiro notebook
Antes da compra, é bom saber para que tarefas o computador será usado e procurar uma configuração equilibrada para seu perfil e seu bolso.
Marca e modelo do processador, quantidade de memória RAM, capacidade do disco rígido (HD), tamanho da tela de LCD, tempo de autonomia da bateria, sistema operacional. O que é mais importante
na hora de comprar um notebook? A pergunta atormenta consumidores que pensam em investir o 13º num computador portátil. Se você escolheu apenas uma das opções, está enganado.
Segundo as fabricantes de processadores Intel e AMD, o consumidor deve buscar uma configuração equilibrada e que atenda suas necessidades. Ou seja, antes de fechar negócio, vale a pena avaliar o equipamento como um todo e ter mente o que se espera da máquina. “Às vezes o consumidor compra um equipamento com configuração baixa e depois se arrepende. Com 512 de RAM, por exemplo, ele não vai usufruir de todos os recursos do Windows Vista”, explica Marcelo Gonçalves, gerente de produto da Intel para América Latina. O resultado é que o consumidor acaba se decepcionando. Optar por uma configuração desequilibrada, como um processador topo de linha, pouca memória RAM e HD pequeno, também pode resultar em frustração. “É preciso balancear a máquina. Não adianta comprar um Dual Core com pouca memória RAM”, avalia Roberto Brandão, gerente técnico da AMD.
Ao contrário dos desktops, os notebooks são menos flexíveis, o que leva os fabricantes a buscar configurações para usuários iniciantes, intermediários e avançados. Cada fabricante oferece uma família de processadores para cada um desses perfis. Em ordem crescente de performance e preço, são eles: Celeron, Pentium Dual Core e Core 2 Duo, da Intel; Sempron, AThlon 64 x 2 e Turion X2, da AMD.
Pensar que a velocidade do clock por si só é sinônimo de melhor performance
também é um engano. As novas arquiteturas de processadores derrubaram essa idéia. “Um processador de 2GHz feito com tecnologia de 45 nanômetros é de 15% a 30% mais rápido do que um de 2GHz e 65 nanômetros”, explica Marcelo Gonçalves.
O tempo de bateria também é vital, principalmente para quem busca mobilidade. Vários fatores interferem no consumo. O processador responde em média por 15% do gasto de energia. Quanto maior o clock, maior o gasto. Por outro lado, quanto mais memória RAM, menor o consumo. “A diferença é menor quando se compara máquinas com 3GB e 4GB de RAM, mas significativa se a comparação for entre 1GB e 2GB”, diz o especialista da AMD. Trocar o HD por memória SSD também reduz o consumo; contudo, memórias SSD são até 15 vezes mais caras. É bom lembrar que notebooks com mais bateria acabam ficando mais pesados. Alguns chegam a abrir mão do drive de DVD a fim de dar espaço para uma bateria sobressalente. As mais modernas
são de íon-lítio. Melhor evitar as do tipo NiMH, que são sujeitas ao efeito memória.
Alguns itens já são padrão, como entradas USB (para pendrives e outros spositivos), gravador de DVD e conexão Wi-Fi. Atenção aos padrões: 80211.b e 80211.g são homologados e aceitos internacionalmente. Já o 802.11n, que tem maior alcance e pode ser até 5 vezes mais rápido, ainda não. Um notebook que só tenha 802.11n pode ficar sem acesso à Internet.
Quem é quem no PC
O ideal é que o consumidor conheça os componentes principais do equipamento e suas funções, encontre o seu perfil de usuário e depois escolha o notebook. E para isso não é preciso ser especialista. Vamos a eles. O processador é o cérebro do computador. Sua performance depende não apenas da velocidade de processamento, mas de outros componentes, como memória RAM e HD. É na memória RAM que são carregados os programas em execução e os dados. A memória RAM é volátil, ou seja, as informações são perdidas quando o computador é desligado. Para gravar as informações é preciso um suporte não voltátil, como o disco rígido. “Um computador menos de 2GB de memória RAM e 120 GB de disco pode não ser suficiente daqui a um ou dois anos. O consumidor deve avaliar se não é melhor gastar um pouco mais nas prestações e ter um equipamento com mais tempo de vida útil”, analisa Marcelo Gonçalves, gerente de produto da Intel para América Latina. Vale lembrar que fazer upgrades em notebooks é mais complicado e caro do que em desktops.
O consumidor também deve ficar atento para não levar netbook, como Asus EeePC e Positivo Mobo, no lugar do notebook. Às vezes anunciados como notebooks ou laptops, essas máquinas são projetadas para tarefas básicas e acesso à Internet, e podem acabar decepcionando quem espera um equipamento completo.


Telfonia Voip


Imagine você fazendo uma ligação telefônica para um parente ou para um amigo que mora em outro país, mas pagando apenas o valor de uma chamada local. Ou então, imagine você falando por horas no telefone com seu(ua) namorado(a) sem se preocupar com a conta telefônica. Isso está se tornando realidade graças ao VoIP. Neste artigo, você entenderá o que é isso e como essa tecnologia funciona.
O que é VoIP
VoIP (Voice over Internet Protocol) é uma tecnologia que permite a transmissão de voz por IP, tornando possível a realização de chamadas telefônicas (com qualidade) pela internet. Também conhecida por Voz sobre IP, o VoIP está cada vez mais popular e surgem cada vez mais empresas que lidam com essa tecnologia.
O voIP faz com que as redes de telefonia se “misturem” às redes de dados. Dessa forma, é possível que, usando um microfone, caixas ou fones de som e um software apropriado, você faça uma ligação para telefones convencionais por meio de seu computador.
A tecnologia VoIP também tem sido aplicada em PABX (Private Automatic Branch Exchange), os conhecidos sistemas de ramais telefônicos. Dessa forma, muitas empresas estão deixando de ter gastos com centrais telefônicas por substituírem estas por sistemas VoIP.
Funcionamento do VoIP
Para que a transmissão de voz seja possível, o VoIP captura a voz, que até então é transmitida de forma analógica e a transforma em pacotes de dados, que podem ser enviados por qualquer rede TCP/IP ((Transport Control Protocol/Internet Protocol). Assim, é perfeitamente possível trabalhar com esses pacotes pela internet. Quando o destino recebe os pacotes, estes são retransformados em sinais analógicos e transmitidos a um meio no qual seja possível ouvir o som.
Apesar de ganhar destaque recentemente, o VoIP não é uma tecnologia nova. Ela já era trabalhada antes mesmo da popularização da internet e chegou a ser considerada um fracasso pelo fato da velocidade de transmissão de dados ser baixo naquela época, impedindo-a de se tornar funcional na maioria das redes.
Para que o VoIP se tornasse um tecnologia viável, foi (e é) necessário investir
em QoS (Quality of Service), isto é, em qualidade de serviço. Para que isso fosse possível, uma das soluções seria o aumento da largura de banda, ou seja, o aumento da velocidade de transmissão e recepção de dados. Como o acesso à internet em banda larga é cada vez mais comum, principalmente em empresas, o VoIP passou a se beneficiar disso. No entanto, apenas velocidade não é suficiente.
Cientes disso, várias empresas do ramo passaram a pesquisar soluções que garantissem a melhor qualidade possível na comunicação por VoIP. É natural que isso fosse acontecer, afinal, se uma empresa (ou um conjunto de empresas) obtivesse os melhores resultados, certamente sairia na frente na disputa por clientes. Essa situação fez com que surgissem uma série de soluções para VoIP.
Apesar dos vários padrões de VoIP, praticamente todas as empresas adotaram o protocolo RTP (Real Time Protocol), que, basicamente, tenta fazer com que os pacotes sejam recebidos conforme a ordem de envio. O RTP “ordena” os pacotes de dados, de forma que seja possível a transmissão de dados em tempo
real. Caso algum pacote chegue atrasado, o RTP causa uma interpolação entre o “intervalo” deixado pelo pacote e este não é entregue.
Só como exemplo, imagine que para transmitir a palavra infowester seja usado um pacote por letra. Se o pacote da letra w se atrasar, é melhor que o destinatário receba “infoester” do que “infoesterw”. O atraso de pacotes pode ocorrer porque estes podem seguir caminhos diferentes para chegar ao destino. Isso não é um problema se você estiver transmitindo um arquivo, pois seus pacotes são “encaixados” no destinatário. Mas com voz e vídeo em tempo real, isso não pode acontecer.
Tal fato deixa claro que o RTP é um recurso muito útil em aplicações que envolvem som e vídeo. Devido a esta característica, seu funcionamento é atrelado a outro protocolo, o RTCP (Real Time Control Protocol). Este é responsável pela compressão dos pacotes dos dados e também atua no monitoramento destes.
Por ainda ser necessário melhorias, a IETF (Internet Engineering Task Force), entidade responsável pelo RTP e pelo RTCP, sugeriu a aplicação do protocolo RSVP (Resource Reservation Protocol), que tem como principal função alocar parte da banda disponível para a transmissão de voz.
Existem ainda os codecs, protocolos extras que adicionam funcionalidades e maior qualidade à comunicação. Entre eles, tem-se o G.711, o G.722, o G.723, o G.727, entre outros. O que os diferencia são os algoritmos usados, a média de atraso e principalmente a qualidade da voz. Neste último aspecto, o G.711 é considerado excelnte
. Todos esses codecs são recomendados pela entidade ITU-T (International Telecommunications Union - Telecommunications standardization sector) e geralmente trabalham em conjunto com mais outro protocolo: O CRTP (Compressed Real-Time Protocol), responsável por melhorar a compressão de pacotes e assim dar mais qualidade ao VoIP.
Para que seja possível a interligação das redes telefônicas convencionais com o VoIP, geralmente usa-se um equipamento denominado Gateway. Ele é responsável por fazer a conversão do sinal analógico em digital e vice-versa, além de fazer a conversão para os sinais das chamadas telefônicas. Existe ainda o Gateway Controller (ou Call Agent), que é responsável por controlar as chamadas feitas pelo Gateway.
Para as ligações em longa distância, são utilizados equipamentos conhecidos por Gatekeeper. Eles gerenciam uma série de outros equipamentos e podem autorizar chamadas, fazer controle da largura de banda utilizada, enfim, de grosso modo, ele pode ser entendido como uma central telefônica para VoIP.
É muito comum o VoIP ser confundido com Telefonia IP. Ambos são diferentes: a Telefonia IP é uma espécie de “versão evoluída” do VoIP. Na verdade, para um serviço ser caracterizado como Telefonia IP, é necessário que este tenha, no mínimo, funcionalidades e qualidade equivalentes à telefonia convencional.
A tecnologia VoIP, basicamente, converte sinal de voz (analógico) para o formato digital, utlizando tanto a infra-estrutura de dados, quanto a infra-estrutura analógica. A Telefonia IP, por sua vez, também faz uso de aparelhos telefônicos específicos e utiliza de maneira efetiva as redes computacionais (como a internet). Tais dispositivos, geralmente, são sofisticados o suficiente para a transmissão de voz em tempo real e com qualidade que muitas vezes supera a telefonia convencional. O fato mais interessante é que a Telefonia IP consegue essa eficiência sem necessitar de centrais telefônicas e ainda pode apresentar integração com outros serviços de dados, como vídeo e e-mail.
Assim que começou a se popularizar, o VoIP foi encarado como um “inimigo” das empresas de telefonia tradicionais. Mas, logo, viu-se que essa tecnologia é, na verdade, um novo produto a ser explorado. Além das vantagens relativas aos custos, há ainda a questão do constante aumento de qualidade. Já há casos em que a qualidade sonora do VoIP supera a qualidade de uma ligação telefônica convencional.
Atualmente, a tecnologia VoIP não se limita às empresas. Graças ao programa Skype, criado por Niklas Zennström (o criador do KaZaA), o uso de voz sobre IP está sendo possível também a usuários domésticos. Isso é um sinal evidente de que o VoIP pode ser tornar um dos fenômenos da internet, assim como é o e-mail. Certamente, assistiremos uma grande mudança no ato de usar o telefone.